Fim de ano com Roberta Sudbrack


Tudo começou com uma noite em que eu já havia bebido um pouquinho, já estava meio ‘alto’e twittei a Roberta Sudbrack perguntando qual seria a programação do RS. Só meio fora de si pra tentar ir na RS de uma hora pra outra e ainda por cima disposto a pagar o menu degustação ‘Experiência Sudbrack’. Depois viria perceber que na verdade qualquer pessoa em sã consciência deveria passar pelo que passei.

Depois de saber que o RS funcionaria até o dia 30.12, liguei, e obviamente estava totalmente reservado. Deixei meu nome na lista de espera e comecei a sonhar com possíveis desistências… Alguns tweets pra lá… outros tweets pra cá e a gerente do RS, extremamente atenciosa por sinal, me ligou confirmando a minha reserva! Adrenalina… êxtase… emoção… ansiedade…

Quem me conhece sabe que sou a ansiedade em pessoa! Fiquei pilhando o pessoal que iria comigo para não atrasarmos e conseguimos chegar às 21:45h (a reserva estava marcada para as 22h). Já adianto que saimos do RS por volta das 02:15h. Vejam… não é qualquer experiência… são inúmeras sensações que vocês devem se permitir! Se acabasse às 05:00h da manhã, eu admito que não reclamaria!

Escolhemos pela experiência de 8 pratos, que, no final, foram uns 300 pratos, além de 2 garrafas de espumante e 1 de vinho… Eu nunca havia me deparado com um mise en place desse porte… se vocês aprenderam a contar só até 10, não vão conseguir contar qtos talheres estão na mesa. Mandei ver na tradicional regra do ‘vai de fora pra dentro’ e tudo correu bem!

Pra começar a brincadeira, vieram alguns pãezinhos (se é que eu posso chamar aquela ‘deliciosa massa’ de ‘pãozinho’) com manteiga aviação sem sal, porém salgada especialmente pela RS. Era possível sentir o sabor único do pãozinho…
Ainda, veio uma espécie de pão de queijo feito com massa de carolina e queijo gruyere, que simplesmente desmanchava na boca.

Com o estômago forrado… vieram as gemas caipiras… mas vejam… só as gemas, com quinoa. Mas quinoa, quinoa? Não man… quinoa frita e quinoa cozida. Demi-salgadinho… muito bom! A gema, depois de penetrada, espalhava seu líquido no recipiente.

Detalhe da cumbuquinha que trouxe as gemas…

Em seguida, veio o famoso aspargo em caramelo picante! No aspargo, a cada centímetro de comprimento tinha uma ervinha diferente que transformava o aspargo em várias viagens diferentes!

Agora… o próximo prato foi algo fora do comum-explicável-entendível-do-universo-astral: camarão croustillant em tartare de tomate e lichia. Meu, sério… primeiro, o camarão nesse tal de croustillant, veio em um ponto de cozimento totalmente ótimo. A lichia… cortada em mini-cubículos dava um sabor totalmente diferenciado. Não podemos nos esquecer do hortelã ultré-ultré-fino que só jogava o sabor exponencialmente pra cima!

Todos já comentavam outros detalhes do lugar: a luminosidade, a atenção do Alexandre (que servia nossa mesa), o conforto, enfim… já estávamos totalmente inseridos e tomados pelas sensações…

O peixe, foi um vermelho em vinagrete crocante de maxixe. Maxixe… a primeira coisa que veio na minha cabeça foi a dança do maxixe, que é um homem no meio com duas mulheres fazendo sanduíche. Eu, na minha total ignorância gastronômica, apreciava cada garfada sem imaginar a dificuldade de fazer cada prato… me ‘limitava’ ao sabor… que estava distante de tudo que já havia apreciado… mas muito distante… mas muito, muito, muito… Sabe quando você compara uma coisa com outra e fala: “ah, está em outro patamar, não dá pra comparar”. Então… no RS você estará MUITOS patamares acima…

Pedimos ao Alexandre, que nos trouxe um maxixe pra gente ver… e, enfim, tirar a música da minha cabeça!

Os próximos pratos, digo próximos, pois pedimos um repeteco! kakakakaka Admito que se fosse pra eu escolher um para repetir, teria escolhido o camarão croustillant, mas ali, no momento, uma amiga cantou a bola de pedir um repeteco do ravióli de beterraba assada e parmigiano e a unanimidade tomou conta de nós.
Quando pedimos, o Alexandre apenas perguntou se todos queriam o repeteco e se retirou. De repente, enquanto conversávamos, ele, quase que sorrateiramente, começou a dispor, novamente, os talheres do ravióli na mesa… qdo percebi, falei: “ha Alexandre, se tu tá colocando o talher é pq vai rolar, né?”. Ele respondeu positivamente apenas com um sorriso. Achei muito legal da parte do RS não vir diretamente dizer, ‘apenas’ preparar o ambiente para receber novamente o ravióli.

A galinha d’angola assada em alta e baixa temperatura e polenta macia com escarola defumada surgiu… imponente! Cada prato veio uma parte diferente da galinha… e vou te dizer que veio substanciosa! O ponto da galinha d’angola fazia a carne dela soltar levemente no garfo e na boca.

Sério… estava fora do comum… como eu já disse anteriormente de algum outro prato… aliás… esse adjetivo cabe a tudo no RS!

Uma das pessoas que estava comigo não comia carne de frango e nem de vaca. Informados
anteriormente, o RS preparou um vermelho com ‘infinitas’ ervas… ou florzinhas… com as batatas croustillant. Obviamente que eu também experimentei. E essas batatas… vou te contar uma coisa viu… preciso aprender como ‘croustillar’ as coisas urgentemente!!!!!! Essa batata foi a única que tinha restado para a foto, tamanha foi a voracidade do pessoal nas batatas!

Espero que não tenham se cansado de ler… tem chão, ou melhor, tem muita comida pela frente!

Seguindo a tradição francesa, eu acho, um queijo de cabra viria nos surpreender com seu parceiro, uma broa, que eu, particularmente não me lembro se era de milho, mas… que juntos, tinham uma força descomunal (só pra não falar ‘fora do comum’ novamente). Cabe aqui outro detalhe: era bem comum percebermos um toque doce e um toque salgado em praticamente todos os pratos… potencializando o sabor final. O queijo e a broa vieram servidos em uma pedra… do mesmo tipo da pedra que, em breve, nos trariam o brigadeiro de colher! Em breve… não agora!

Prontos para entrarmos no doce mundo doce da RS, a siriguela transformada em sorbet ‘feito na hora’ tirou sorrisos da cara de todos. A pequena colher ‘dava’ um sabor especial ao sorbet. Quando perguntei o sabor do sorbet, Alexandre falou juntamente com meu amigo, quase que sincronizados.

Sorbet finalizado, já era hora do mil folhas crocante de frutas vermelhas e licuri. Olha, se havia realmente 1000 folhas eu não sei. Só sei que apreciei cada 1 das folhas que estavam ali… juntamente com as frutas vermelhas e um creme que… segundo uma amiga que estava conosco: “dava vontade de fazer amor em cima do creme”.

Pô, legal… fechou e tal… todo mundo feliz, alegre e contente!!! Negativo my friend… senta que tem mais!

Ainda veio um tartalle de chocolate (não me lembro se o nome era tartalle mesmo….) com chocolate amargo em pozinho… quentinha… até gente que não comia doce mandou ver… e era lindo ver os olhinhos de todos brilhando… A massa deliciosa. Bem fininha…


Cabou? Não! Relaxa!

Tivemos direito a um conjuntinho de doces… bombinhas, massinhas com doce de leite… tudo feitos a seu tempo… se é na hora é na hora, se tem que deixar algumas horas, são algumas horas antes! Feitos precisamente no timing certo seria o mais correto dizer!

Pronto! Acabou? Não responda agora, pois se você ligar neste momento ainda ganha… um BRIGADEIRO DE COLHER! 1 não… 8! Isso porque estávamos em 4 pessoas! Com uma textura muito boa… que ninguém sabe dizer o que é… torta, fondue, creme… enfim… coisa de louco!

Para encerrar… a própria Roberta Sudbrack conversou conosco por um bom tempo… enriquecendo mais ainda nossa experiência! Tornando-a ‘mais inesquecível’… se é que existem coisas mais ou menos inesquecíveis!

Enfim… passei a admirar muito mais a profissional Roberta Sudbrack e conheci uma pessoa Roberta Sudbrack que me fez ter mais orgulho de ser brasileiro.

Roberta Sudbrack
Av. Lineu de Paula Machado, 916 – Jardim Botânico
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 3874.0139
www.robertasudbrack.com.br
Somente MasterCard

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