O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 6 – Las Cabras

Minutos depois de ser aconselhado pelo taxista a ‘escolher lugares mais seguros para ir’, sai, praticamente desnorteado em busca de um lugar pra comer.

Aqui em Buenos Aires, pelo menos em Palermo, é muito comum que o restaurantes coloquem mesas e cadeiras, obviamente, nas calçadas e muitas vezes estes lugares são mais disputados que a parte interna dos estabelecimentos. No caminho, me lembrei de ter passado em vários restaurantes assim e resolvi ir no que tinha mais gente, supondo que fosse o melhor.

Parei no restaurante Las Cabras, um lugar em que a hostess não tinha tempo sequer de tirar dúvida de clientes: ou anotava no papel seu nome e quantidade de pessoas ou estava levando pessoas às mesas. Vários argentinos se aglomeravam no pouco que sobrava da calçada, cheia de mesas e cadeiras.

Ela me avusou que demoraria de 20 a 30 minutos, porém não esperei mais do que 15 e neste tempo observei que o prato que mais era servido era a temível parrillada. Caso vocês tenham curiosidade de saber o porque do ‘temível’, peço a gentileza de lerem minha experiência prévia sobre parrillas argentinas: http://mesapra1.blogspot.com/2009/04/chinchulin-coprofagia-argentina.html. Como dito anteriormente, não tenho culhões suficientes para uma nova parrillada, portanto não a pediria. Resolvi pedir uma das carnes que faz parte da parrillada, o ‘asado de tira’, que, naquele estabelecimento é feito em forno à lenha.

Particularmente, gosto de restaurantes em que há giz de cera para desenhar no papel. Este, é um deles.

Muito engraçado a atitude das garçonetes: se elas precisarem de algo que está na sua mesa, elas pegam deliberadamente. Logo que sentei, a mesa do lado pediu sal. Sem pensar duas vezes, a garçonete pegou o que estava na minha mesa. Durante nossa refeição (a minha e a da mesa do lado) compartilhávamos educadamente o sal. Algumas vezes até já prevíamos a necessidade do sal e oferecíamos sem que fosse preciso pedir. Outro momento, a garçonete precisava de um copo. BINGO! O da minha mesa foi escolhido!

Como de costume, pão e manteiga. Nada a declarar… na média, normalzão. Porém, a garçonete, podia ter colocado perto de mim, né? Observem:

O prato, ou melhor, a tigela de barro em si, veio como estava no cardápio, com salada. Dependendo do prato que você pede, ele pode ser servido também em um prato de madeira, como pude observar em outras mesas.

Curiosamente, digo curiosamente porque duvido que os argentinos pensaram nisso, vieram 3 pedaços de ‘asado de tira’ e um deles em um ponto distinto, que os classifico como: pouco mal passado, relativamente no ponto e passado quase que pra cacete. Carne suculenta. Gostosa. Satisfez bem!

A salada, sem tempero algum. Mesmo depois do sal, não consegui aproveitar muito do sabor de um suposto molho que tinha ali.

Preço justo (uns 60 pesos com as bebidas). Ambiente arborizado. Comida boa. Quero voltar pra comer outro prato que me chamou a atenção, mas pelas imagens que vi, seria muuuuuuuuuuuuuuuuuuita comida pra mim e pelo que eu lembro, seria um frango com purê misto de batata e abóbora, com batata e/ou salada e/ou outras coisas que eu não lembro bem.

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